
Tem estreia grande amanhã nos cinemas e eu estou aqui, nervosa do jeito bom. Toy Story 5 chega em 19 de junho de 2026 — e se as primeiras críticas estiverem certas, a Pixar pode ter feito um dos melhores filmes da franquia desde o segundo.
Mas calma. Vamos do começo.
O que aconteceu
Vinte e sete anos depois do primeiro Toy Story, a Pixar decide dar a Jessie — a cowgirl de Joan Cusack — o seu momento como protagonista absoluta. Pela primeira vez em 31 anos de franquia, Woody e Buzz Lightyear saem do centro da história.
O conflito? Bonnie ganhou um tablet. Um tablet chamado Lilypad (com voz de Greta Lee), que quer a atenção total da criança e começa a tornar os brinquedos obsoletos. É brinquedo versus tela. Afeto físico versus algoritmo.
O elenco inteiro voltou: Tom Hanks, Tim Allen, Annie Potts. E chegaram novos: Keanu Reeves, Bad Bunny, Conan O’Brien (como Smarty Pants, um brinquedo de quiz que faz par com Lilypad). Taylor Swift gravou uma música original para o filme: “I Knew It, I Knew You”.
Por que isso importa
A Toy Story 3 foi perfeita. A 4 dividiu o público — boa, mas claramente não precisava existir. Então quando anunciaram a 5, o fandom foi às armas.
O que os críticos estão dizendo agora? 92% no Rotten Tomatoes. “Uma sequência ágil, emocionante e irresistível,” disse a Variety. O Roger Ebert site chamou de “Jessie galopa e rouba o show.” A Rolling Stone foi na contramão e disse que a franquia foi espancada até a morte — mas até eles elogiaram Jessie.
O ângulo dos brinquedos versus telas tem tudo para funcionar com quem cresceu com a franquia nos anos 90 e 2000 e hoje é pai ou mãe. É meta. É pessoal. É Pixar fazendo o que sabe fazer: usar os brinquedos para falar de coisa séria de verdade.
O que a comunidade está dizendo
O Twitter/X explodiu quando os primeiros screenings saíram. O opening do filme — dezenas de Buzz Lightyears malfuncionando ao mesmo tempo — virou meme instantâneo. Bem-vindo ao caos, Buzz.
A reação mais frequente de quem já viu: “não esperava chorar, e chorei”. A segunda mais frequente: “Jessie deveria ter sido protagonista antes”. Há quem diga que é o melhor da franquia desde o 2. Há quem diga que não precisava existir. O fato é que ninguém está indiferente — e pra Pixar, isso é sinal verde.
O que esperar a partir de agora
A projeção de abertura é de US$150 milhões — o maior debut da franquia. Se confirmar, bate o recorde de Toy Story 4 (US$120 milhões) com folga.
Os primeiros ingressos estão esgotando em várias cidades. A distribuição no Brasil segue a estreia global — então se você ainda não comprou o ticket, corre.
Opinião cafeinada
Eu vou amanhã sem expectativa de obra-prima, mas com muita vontade de ver a Jessie finalmente no centro. Acho que a Pixar precisava disso — não de mais Woody, mas de um ângulo novo com personagem que já temos amor construído.
O tablet como vilão é o tipo de metáfora que funciona porque é real. A gente sabe o que é disputar atenção com uma tela. Os brinquedos sabem. Bonnie sabe, mesmo sem saber.
Amanhã o filme estreia. Em breve eu volto com a resenha completa. Por ora: vai comprar o ingresso. Ou não. Mas eu não vou conseguir não ir. ☕☕☕☕ (nota provisória, baseada nos críticos — reviso depois de ver)
