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Tem coisa que eu não perdoo fácil. Uma delas é filme de super-herói errando um vilão que já nasceu perfeito no papel. E olha que eu esperei quase dez anos por alguém consertar isso.

O que aconteceu

A segunda temporada de X-Men ’97 estreou em 1º de julho no Disney+, e a plataforma fez a coisa certa: soltou três episódios de uma vez, em vez de esticar a novela semana a semana só pra segurar assinante. Mais seis chegam ao longo de julho e agosto, fechando com nove episódios no total em 12 de agosto. O quarto, “Ascensão de Apocalipse — Parte 2”, caiu no dia 8 e já está sendo apontado como o momento em que a temporada muda de patamar.

Por que isso importa

Apocalipse é um personagem que o cinema nunca soube filmar. X-Men: Apocalipse (2016) pegou um dos vilões mais aterrorizantes dos quadrinhos e devolveu uma piada com maquiagem roxa e falas de vilão de desenho ruim. A série está corrigindo isso na marra: a versão animada finalmente parece perigosa, mítica, impossível de ignorar. E faz isso sem abrir mão do que fez a primeira temporada funcionar — ritmo adulto, dor de verdade, referência pesada aos anos 90 sem depender só de nostalgia pra vender ingresso.

O que a comunidade está dizendo

A recepção crítica é esmagadora. Aprovação quase unânime nos agregadores, crítica especializada chamando a temporada de “tão incrível quanto a primeira, se não melhor”. Fãs elogiam a animação, o trabalho de voz e a ambição da narrativa. A única reclamação recorrente é o ritmo — às vezes rápido demais, com tanta coisa acontecendo que alguns arcos pediam mais respiro. É queixa de quem queria mais, não de quem queria menos. Esse tipo de crítica só existe quando a coisa é boa.

O que esperar a partir de agora

Episódios semanais até 12 de agosto, sempre às 4h no horário de Brasília. Se o ritmo dos quatro primeiros se mantiver, a temporada deve fechar como uma das apostas mais sólidas dessa era de revivals nostálgicos — ao lado de coisas como Invencível e Arcane, mas com a vantagem de estar trabalhando em cima de um material que gerações inteiras já amam de cor.

Opinião cafeinada

Nostalgia é fácil de errar. Basta empilhar referência em cima de referência e esperar que o público sinta saudade sozinho. X-Men ’97 faz o oposto: usa a memória afetiva como ponto de partida, não como produto final. É serviço bem pago pra quem cresceu vendo os X-Men brigando com a Confraria entre um comercial e outro — e é ficção madura o suficiente pra não depender só disso. Se a Marvel Animation continuar nesse padrão, “revival” vai parar de ser desculpa e virar sinônimo de qualidade. ☕

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