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O que aconteceu

Hoje, 7 de julho, estreia The Ghost in the Shell — a nova série de TV que fecha 30 anos de reinado da Production I.G sobre a franquia e entrega o comando pra Science SARU, o estúdio de Dan Da Dan. Chega direto na Prime Video, simultâneo com o Japão, em mais de 240 países.

Não é remake do filme de 95. Não é sequência de Stand Alone Complex. É uma adaptação nova, mais fiel ao mangá original de Masamune Shirow — inclusive resgatando as Fuchikomas originais, não as Tachikomas que a gente conhece da SAC. Episódios semanais, um por terça-feira, 12 a 13 no total. Não é pra maratonar num fim de semana.

Por que isso importa

Trocar a Production I.G pela Science SARU depois de três décadas é o tipo de decisão que só se toma quando alguém quer reinventar o traço, não só repetir a fórmula. E tem um segundo capítulo, mais pesado: Atsuko Tanaka, voz da Major Motoko Kusanagi em toda adaptação japonesa desde 1995, morreu em agosto de 2024. Essa é a primeira Ghost in the Shell sem ela — sem confirmação pública de quem assume o papel até agora.

Detalhe que passa batido: o logo do título foi assinado por Hajime Sorayama, o ilustrador que praticamente inventou a estética do robô cromado sensual que a cultura pop ainda copia até hoje. E o diretor Mokochan — estreando na cadeira depois de anos como storyboarder em Dan Da Dan — fez questão de declarar publicamente: zero IA generativa na produção.

O que a comunidade está dizendo

A recepção nos fóruns e no X vem sendo mais positiva do que desconfiada. O detalhe das Fuchikomas originais foi lido como prova de que o estúdio fez a lição de casa, e a trilha — abertura “GO GHOST” do King Gnu, encerramento “Blue” do MILLENNIUM PARADE com Saya Gray e Daniel Caesar — segurou atenção antes mesmo da estreia. A reserva que ainda paira: dá pra substituir a Tanaka sem virar pastiche?

O que esperar a partir de agora

Estreia hoje, episódio 2 marcado pra 14 de julho, dublagem em oito idiomas. É pra acompanhar semana a semana — vale ligar o alerta, porque a Prime Video não costuma escancarar horário de lançamento com antecedência.

Opinião cafeinada

Trocar de estúdio, de voz e até de traço e ainda continuar reconhecível como Ghost in the Shell é, ironicamente, a prova mais elegante de que a franquia entendeu a própria pergunta que sempre fez: o que resta de você quando tudo em volta muda? Aposto que essa transição incomoda o fã de carteirinha na primeira cena — e convence no episódio três.

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