
Ontem, 25 de maio, a segunda temporada de Blue Lock finalmente apareceu no catálogo da Netflix Brasil, e eu já estava com o controle remoto na mão esperando. Série que virou obsessão aqui em casa — Diego e eu assistimos a primeira temporada quase sem pausas — e a promessa de Isagi enfrentando o Japão Sub-20 era exatamente o tipo de coisa que deixa a gente com aquela ansiedade boa antes de apertar o play.
O que aconteceu
A temporada 2, também chamada de Blue Lock vs. U-20 Japan, conta em 14 episódios a história do Blue Lock XI — os 35 jogadores que restaram no programa de Ego Jinpachi — enfrentando a seleção japonesa sub-20 em um jogo que decide o futuro do projeto todo. É o arco do mangá que os fãs esperavam ansiosamente, e o confronto entre Isagi e os jogadores “convencionais” do futebol japonês é a espinha dorsal da temporada.
Por que isso importa
A primeira temporada de Blue Lock chegou como uma explosão. Animação insana, ritmo de jogada cortando com corte seco, aquela filosofia do Ego Jinpachi que irritava e fascinava ao mesmo tempo. A expectativa para a continuação era alta demais — e foi exatamente isso que criou o problema.
A segunda temporada trouxe uma das maiores polêmicas do mundo dos animes em 2024: a queda gritante na qualidade da animação em vários episódios. Em um caso famoso, um episódio virou meme global por parecer feito no PowerPoint — personagens deslizando pelo campo sem qualquer sensação de movimento real. Um animador chegou a expor publicamente que o problema vinha dos cortes de orçamento impostos pelo comitê de produção, revelando os bastidores precários de parte da indústria.
O que a comunidade está dizendo
A fandom ficou dividida ao longo da exibição japonesa em 2024. De um lado, quem largou a temporada no meio por causa da animação. Do outro, quem aguentou firme pelos personagens e pela história — e foi recompensado.
Porque o episódio final é outra coisa. A animação do último episódio voltou ao padrão da temporada 1, e a cena do gol de Isagi nos segundos finais do jogo contra o U-20 é a definição de pico emocional. Quem chegou até o final saiu satisfeito.
O que esperar a partir de agora
Com a temporada 2 disponível na Netflix, agora é esperar confirmação da temporada 3, que deverá adaptar o arco do Neo Egoist League — onde o nível sobe ainda mais e os rivais ficam absurdos. O mangá continua em publicação e a comunidade está ativa. Pra quem estava esperando a chegada ao streaming pra maratonar: chegou a hora.
Opinião cafeinada — Minha posição sobre a polêmica
Vou ser honesta: a animação ruim doeu. Tem episódio que eu travei de tanto que parecia errado assistir sabendo que a história era boa demais pra aquele visual. Mas eu não consegui largar. Isagi crescendo a cada jogo, a filosofia perturbadora do Ego fazendo cada vez mais sentido, a dinâmica dos personagens sendo construída com cuidado — isso me segurou.
O final justificou cada episódio irregular. Se você estava esperando a Netflix pra assistir, faz sentido. Agora você consegue maratonar sem aquela angústia semanal de receber um episódio animado no Paint.
Vale? Vale. Mas vai preparado: os episódios do meio vão testar a sua paciência antes de te recompensar com um dos finais mais catárticos do anime recente.
☕☕☕½ — três xícaras e meia
