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O que aconteceu

No dia 29 de julho saíram os trailers de personagem de Sekiro: No Defeat — o Wolf e o Kuro que a gente já conhece do console, agora em traço 2D feito totalmente à mão, sem um pingo de IA generativa no processo (a produção fez questão de confirmar isso, e eu levo isso em conta). O filme estreia nos cinemas do Japão em 4 de setembro, ficando três semanas em cartaz, antes de ir pro Crunchyroll fora do Japão — sem data internacional confirmada ainda.

Por que isso importa

Porque a aposta visual é ousada. O diretor Kenichi Kutsuna, do estúdio Qzil.la, disse que a referência não foi outro game adaptado — foi Princesa Mononoke, do Miyazaki, e Patlabor 2, do Mamoru Oshii. O trailer abre com floresta, luz suave, tudo muito Ghibli, e dois segundos depois vira decapitação. É a primeira vez que uma adaptação de FromSoftware tenta esse choque estético em vez de só recriar boss fight bonitinho pra fã satisfeito.

O que a comunidade está dizendo

A recepção nos fóruns e na crítica especializada tá muito favorável — já tem gente chamando de concorrente a anime do ano antes mesmo de estrear, e comparando a mistura de tom com “Berserk encontrando Naruto”. O fato de ser hand-drawn, sem generative AI, também virou motivo de orgulho pra quem andava cansado de discutir isso em todo anúncio de anime.

O que esperar a partir de agora

Ashina à beira do colapso, Genichiro recorrendo a poder proibido, Wolf tendo que resgatar o Divine Heir de novo — a sinopse oficial da Crunchyroll segue fiel ao jogo original. Só falta uma coisa: data de estreia fora do Japão. Até lá, o que temos são os trailers de personagem e a expectativa crescendo.

Opinião cafeinada

Adaptação de game vira anime toda hora, e na maioria das vezes é preguiça visual disfarçada de fan service. Essa aqui parece ter picado a régua mais alto: citar Miyazaki como referência e cortar um pescoço na cena seguinte é o tipo de contraste que me faz prestar atenção de verdade. Vou estar na fila em setembro — mesmo sem data confirmada pro resto do mundo. ☕

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