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O que aconteceu

Lanterns estreou dia 16 de agosto na HBO Max — oito episódios, um por domingo, até outubro. E a crítica recebeu com um dos índices mais altos do ano pra qualquer coisa de herói: 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, selo Certified Fresh, Metacritic girando os 70. Números que produção de quadrinho raramente vê logo na estreia. Criada por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King, a série acompanha o novato John Stewart (Aaron Pierre) treinado a contragosto pelo veterano Hal Jordan (Kyle Chandler): dois policiais intergalácticos investigando um assassinato no meio-oeste americano que abre a porta pra uma conspiração cósmica bem maior. No elenco de apoio, Kelly Macdonald, Laura Linney, Nathan Fillion e Jason Ritter.

Por que isso importa

Não existe live-action decente de Lanterna Verde. Existiu uma tentativa, em 2011, com Ryan Reynolds, e o resultado virou sinônimo de fracasso no gênero herói — trauma que a própria DC evitou encostar por mais de uma década. Lanterns é a primeira aposta séria pra provar que dá certo, e não é aposta isolada: é peça central do universo que James Gunn vem construindo desde Superman e a segunda temporada de Peacemaker. Se essa série falhasse, o problema não seria só dela — seria de uma fundação inteira. Por enquanto, ela não falhou.

O que a comunidade está dizendo

Antes da estreia, a internet brigou pelo motivo mais bobo possível: cadê o verde? O primeiro trailer mostrou pouca cor característica do traje, e os fãs foram pro Twitter cobrar satisfação — "Oh my god bruh where is the GREEN he’s a GREEN LANTERN" virou meme da semana. A HBO Max respondeu com humor, mas o clima virou de vez quando Damon Lindelof, num podcast, chamou o verde de "burro" numa piada mal calculada. Grant Morrison — nome que praticamente redefiniu o personagem nos quadrinhos — saiu em defesa do fandom, e Lindelof teve que se desculpar publicamente, admitindo que "foi desleixado e descuidado". A série chegou estreando com metade da internet de bico. Depois do primeiro episódio, o tom virou 180 graus: comparações com Slow Horses e True Detective pelo clima investigativo maduro e pela fotografia densa, e parte da crítica já chamando de a melhor série live-action que a DC produziu até hoje.

O que esperar a partir de agora

A ressalva mais consistente veio da Variety: a série se apoia demais nas referências que a inspiraram e, às vezes, explica demais os próprios temas em vez de deixar a cena fazer o trabalho sozinha. Ainda assim, com Certified Fresh garantido logo na abertura e mistério suficiente pra sustentar oito episódios semanais, Lanterns entra numa posição rara pra produção de herói: a de ter que administrar sucesso, não fracasso.

Opinião cafeinada

Fã de internet tem um talento especial pra brigar pela coisa errada. Passaram-se semanas discutindo pixel de verde numa produção que entregou investigação policial cósmica com peso de prestige drama. Lanterns não precisava do escândalo pra virar notícia — o trabalho já dava conta disso sozinho. Sorte que a estreia falou mais alto que a polêmica.

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