
O que aconteceu
No dia 16 de agosto, a produção de Oshi no Ko revelou o teaser visual e o primeiro trailer oficial da 4ª temporada, ao vivo no evento Ichigo Production☆Fan Thanksgiving 2026, no Japão. A imagem mostra Aqua, Ruby, os novos integrantes do B-Komachi, Akane e a própria Ai reunidos sob uma luz em formato de estrela — todo mundo hiper produzido, cara de capa de revista. E não é força de expressão: essa temporada 4 é, oficialmente, a última.
O anúncio de que a franquia ia terminar saiu em março, junto com a confirmação de que a Doga Kobo segue no comando (mesmo estúdio das três temporadas anteriores) e que tudo continua saindo pela Crunchyroll, que hoje hospeda a franquia completa. Data de estreia ainda não tem — o que rolou essa semana foi só o teaser. A imprensa especializada aposta em algum momento de 2027, mas é estimativa, não confirmação.
A T4 entra exatamente onde a T3 parou, no meio do Arco do Filme (que começou no episódio 8), e vai adaptar os dois arcos finais do mangá: o lançamento e a repercussão de “A Mentira de 15 Anos”, o documentário-bomba que o Aqua criou pra expor a verdade por trás da morte da própria mãe.
Por que isso importa
Oshi no Ko nunca foi só mais um anime de idol. É a série que arrancou a fantasia do star system japonês pra mostrar o que tem embaixo: abuso, exploração, gente descartada assim que para de vender. Varreu premiação atrás de premiação (a T3 levou Anime do Ano do inverno de 2026), tem uma das aberturas mais icônicas da década com “Idol”, do YOASOBI, e construiu uma trama de vingança das mais bem arquitetadas do anime recente.
Mas o motivo desse anúncio pesar mais que um “trailer novo saiu” é outro: no especial de encerramento da T3, a Crow Girl revelou que Aqua e Ruby ganharam uma segunda chance nessa vida — reencarnação —, mas a Ai, não. Ela não vai voltar. Nunca. A temporada final não guarda suspense sobre se ela desaparece de vez: ela já desapareceu. O que resta ver é o preço disso.
O que a comunidade está dizendo
A recepção ao anúncio é dividida, e o motivo remonta a novembro de 2024, quando o mangá terminou. Parte da fanbase saiu do final decepcionada, achando o desfecho apressado — chegou a circular acusação de que o autor Aka Akasaka perdeu o interesse pela própria história nos capítulos finais. Do outro lado, tem quem defenda que o final funciona melhor do que a reação imediata sugeriu.
O resultado é uma torcida contraditória acontecendo ao mesmo tempo: uma parte dos fãs quer fidelidade total ao mangá, custe o que custar; outra parte torce pra Doga Kobo suavizar a tragédia no caminho até a tela. Os dois lados concordam só em uma coisa: ninguém quer um final morno.
O que esperar a partir de agora
Elenco de voz mantido do início ao fim: Takeo Otsuka como Aqua, Yurie Igoma como Ruby, Megumi Han como Kana, Manaka Iwami como Akane, Rumi Okubo como Mem-cho, Lynn como Miyako e Rie Takahashi como Ai. Trailer completo e data oficial ainda não saíram — o próximo movimento natural é um novo evento, japonês ou internacional, nos próximos meses.
Opinião cafeinada
O teaser é bonito o suficiente pra doer de um jeito diferente: todo mundo brilhando debaixo daquela luz de estrela, quando a gente já sabe que o final que vem não tem volta pra personagem mais importante da história. Tanta estética de sonho é quase provocação — aproveita, porque não vai continuar assim. Minha aposta, e torcida, é que a Doga Kobo entregue o final do jeito que o mangá escreveu, sem amaciar: Oshi no Ko sempre foi bom demais em doer pra desistir disso bem na reta final.
