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A trama

Gente, eu preciso confessar uma coisa antes de qualquer análise: eu AMEI esse filme. Amei, amei, amei. Depois de anos ouvindo falar de adaptação de He-Man que nunca saía do papel, finalmente veio uma versão que trata Eternia com o respeito que ela sempre mereceu.

A história pega o Príncipe Adam quinze anos depois de ter sido escondido na Terra, longe de casa. A Espada do Poder chama ele de volta pra uma Eternia devastada, dominada com crueldade por Skeletor. Adam não tem escolha: ele precisa aceitar o destino, reencontrar Teela e Duncan, e assumir de vez quem ele sempre foi — He-Man.

O clímax leva o trio até a Montanha das Serpentes pra resgatar o rei e a rainha, numa sequência de batalha que entrega tudo que promete. Randor sai gravemente ferido, Adam desmaia em combate direto com Skeletor — e o filme fecha com uma cena que muda completamente as apostas pra continuação.

Os personagens

A escalação é o tipo de acerto que eu não esperava ver num live-action de brinquedo dos anos 80. Nicholas Galitzine carrega o Adam/He-Man com uma seriedade que funciona — sem aquele exagero careta que eu tinha medo de ver. Jared Leto como Skeletor é puro deleite, um vilão que dá gosto de odiar. Camila Mendes entrega uma Teela guerreira de verdade, e Idris Elba como Duncan/Man-At-Arms traz o peso emocional que a história precisava.

Morena Baccarin, Alison Brie e Kristen Wiig completam um elenco que trata Eternia como um universo real, não como piada. Foi fiel aos fãs em cada detalhe — dos trajes às armas, cada escolha visual parecia ter passado pelo crivo de alguém que cresceu vendo os desenhos e brincando com as bonecas de verdade.

A fantasia que finalmente foi levada a sério

O que mais me pegou foi a coragem de tratar Masters of the Universe como fantasia épica de verdade, não como nostalgia forçada. Durante décadas, todo mundo tentou adaptar He-Man rindo dele por baixo do pano. Esse filme não. Ele assume a mitologia, assume a Espada do Poder, assume Grayskull como algo sério — e é exatamente isso que resgata a magia que a franquia merecia desde sempre.

Sim, a recepção da crítica foi dividida e a bilheteria não foi um estouro. Mas quem cresceu com esse universo sabe: às vezes o público que devia validar o filme nem é o público certo pra julgar. Esse filme foi feito pra gente que sabe o que “Eu tenho o Poder!” significa — e pra esse público, ele acerta em cheio.

Teoria cafeinada

Aqui não é bem uma teoria, é uma certeza que eu carrego desde que os créditos começaram a rolar: esse filme deixou a porta escancarada pra She-Ra. A cena pós-créditos mostra Adora — irmã gêmea de Adam — na Fright Zone, sendo chamada de “Force Captain Adora” e respondendo “não, não mais”. Pra mim isso é a confirmação mais clara possível de que ela está se libertando do controle de Hordak pra voltar pra família dela.

O diretor Travis Knight já deixou escapar que tem atriz em mente pra She-Ra — e o papel ficou com Lauren Saliu. Eu aposto todas as minhas fichas: a sequência vai centrar em Adora assumindo o manto de Princesa do Poder, e vai ser um dos maiores momentos de fidelidade geek que vamos ver em cinema nos próximos anos.

Conclusão

Não tem meio-termo aqui: Masters of the Universe resgatou a fantasia que essa franquia merecia há décadas, foi fiel aos fãs em cada detalhe e ainda deixou a porta aberta pra She-Ra brilhar no próximo capítulo. Amei, amei, amei — sem ressalva nenhuma.

Nota: ☕☕☕☕☕ (5/5)

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