Tempo de Leitura: 3 minutos

Tinha rumores. Tinha vazamento. Mas quando o trailer apareceu na tela, o coração deu aquele tropeço que só acontece quando algo te pega de surpresa mesmo você já esperando.

Dia 9 de junho. O Nintendo Direct de junho de 2026 acabou de acontecer, e ainda estou processando tudo o que foi anunciado.

O que aconteceu

O Direct durou cerca de 50 minutos e foi embalado com anúncios para Switch e Switch 2. Mas vamos ser honestos: todo mundo veio pelo grand finale.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time está ganhando um remake completo para o Nintendo Switch 2. Não remasterização. Não port com resolução melhorada. Remake do zero — novo motor gráfico, novos modelos, nova iluminação, e Link com mechas de cabelo refletindo a luz como se fosse 2026 mesmo (que é).

O trailer de um minuto não mostrou gameplay, mas mostrou o suficiente para a internet entrar em colapso coletivo.

Mas a noite não parou aí. Em ordem de importância emocional:

Kingdom Hearts IV — finalmente com data. Vai chegar no Switch 2 no mesmo dia que as outras plataformas. Depois de anos em silêncio, Sora está de volta num cenário de cidade moderna impossível de não querer explorar.

Xenoblade Chronicles Genesis — anunciado para 2027, com visual completamente diferente de tudo que a Monolith Soft fez antes.

Deltarune Capítulo 5 — chegando ainda neste mês. Toby Fox entregando mais uma vez sem avisar direito.

Metaphor: ReFantazio — confirmado para o Switch 2 em 12 de novembro.

Final Fantasy Resonance — novo RPG, 22 de outubro de 2026.

Rhythm Heaven Groove — 2 de julho, com mais de 80 minijogos.

Por que isso importa

Ocarina of Time é, sem exagero, o jogo que definiu o que um jogo de aventura poderia ser. Lançado em 1998 no Nintendo 64, aparece consistentemente nas listas dos maiores jogos da história — e com razão. Foi o primeiro Zelda 3D. Ensinou câmera com Z-targeting. Construiu a Hyrule que toda Hyrule depois tentou imitar.

Um remake de verdade — e não um port glorificado — com o poder do Switch 2, é uma afirmação de que a Nintendo entende o peso desse legado. Eles poderiam só ter relançado com upscale e embolsado o dinheiro. Escolheram não fazer isso.

E a estratégia de trazer Kingdom Hearts IV e Metaphor ao mesmo tempo que as outras plataformas muda o posicionamento do Switch 2 inteiro. Não é mais o console que fica de fora das grandes releases. Isso importa para quem precisa escolher uma plataforma.

O que a comunidade está dizendo

A internet explodiu em dois campos simultâneos.

Uma parte está em modo euforia pura — prints do Link com a luz no cabelo, memes de “não estava pronto”, threads no Reddit comparando frames do trailer com screenshots do N64 e chorando de alegria com a diferença.

A outra parte está em modo ansiedade saudável: “vão preservar as músicas do Koji Kondo?”, “o estilo vai ser parecido com Breath of the Wild ou vai ter identidade própria?”, “espero que não tornem a Navi mais irritante do que já era.” Perguntas legítimas, todas.

Kingdom Hearts IV gerou furacão separado. Fãs que esperavam desde o anúncio em 2022 explodiram. E quem não conhece nada de KH está confuso com o trailer — o que, honestamente, é uma tradição sagrada da franquia.

O que esperar a partir de agora

Nintendo prometeu mais detalhes sobre Ocarina of Time “ainda em 2026”. Sem janela específica de lançamento ainda — mas o remake está confirmado para chegar antes do ano virar.

Para Kingdom Hearts IV, outubro parece o alvo natural, antes do período de festas. Xenoblade Genesis é 2027. Deltarune já é esse mês mesmo — prepare o coração e o bloco de notas de teorias.

O Switch 2 está se posicionando como a plataforma que finalmente tem o catálogo pesado que o primeiro Switch nunca conseguiu construir de imediato. Ainda vai levar tempo para ver se isso se confirma na prática — mas o Direct de junho foi um argumento forte.

Opinião cafeinada

Eu cresci com Zelda. Não com Ocarina of Time especificamente — cheguei tarde nessa franquia — mas com aquela sensação de que a Nintendo sabe criar mundos que parecem reais por dentro mesmo quando são feitos de pixel e polígono.

E esse remake me gerou algo que não esperava: não é nostalgia. É curiosidade genuína. Quero ver o que eles vão fazer com esse mundo no Switch 2. Se vão preservar a estranheza das sombras do Templo do Espírito. Se vão deixar a caverna da morte ainda opressiva. Se Ganondorf vai continuar sendo aquela presença que toma o espaço inteiro da tela quando aparece.

Isso é o que uma boa novidade faz: não só traz de volta, mas faz você querer descobrir de novo.

Minha ansiedade está calibrada em modo médio-alto. Meu Switch 2 está aguardando.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *