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Em 26 de junho de 2026, chega aos cinemas Supergirl: Woman of Tomorrow — o segundo grande filme do novo DCU de James Gunn, logo depois de Superman. Milly Alcock interpreta Kara Zor-El, a prima de Clark Kent, numa adaptação da aclamada minissérie em quadrinhos de Tom King e Bilquis Evely.

O que aconteceu

A história começa no 23º aniversário de Kara. Ela está viajando pela galáxia com seu cachorro Krypto quando conhece Ruthye, uma menina em busca de vingança pelo assassinato do pai. O viajante de mundos Krem dos Morros Amarelos é o vilão. E Lobo — sim, LOBO, vivido por Jason Momoa — entra como caçador de recompensas.

Dirigido por Craig Gillespie (de Cruella), com roteiro de Ana Nogueira, o filme adapta a minissérie de 2021-22 que muitos consideram a melhor história da Kara já escrita. O trailer oficial chegou em março com aquela energia de “isso pode ser enorme ou pode ser um desastre”.

Por que isso importa

Porque Superman abriu o novo DCU com recepção positiva e criou expectativa real. Pela primeira vez em anos, o público voltou a confiar na DC.

Supergirl chega logo depois — e vai ou confirmar que o plano de James Gunn tem pernas, ou mostrar que Superman foi exceção. A HQ de Tom King é brutal e emocionante: sobre uma mulher que ainda está encontrando quem ela é enquanto vê o pior do universo. Diferente do Superman, que vê bondade em todos, a Kara de King vê a verdade — crua, sem filtro.

Essa versão importa porque recusa o caminho fácil. Não é a Kara boazinha e cor-de-rosa. É alguém que já sofreu demais pra fingir que o mundo é bonito.

O que a comunidade está dizendo

Dividido, como sempre com DC.

Os que amaram a HQ estão cautelosos. O trailer tem cenas de ação que não convenceram todo mundo — houve crítica ao visual genérico em alguns frames. O vilão Krem ficou apagado. Mas a Milly Alcock? Unânime: todo mundo concorda que ela tem presença de tela.

Jason Momoa como Lobo roubou o trailer inteiro. Cada segundo dele é caos puro — o Spacehog, o visual, a energia. A comunidade já quer filme solo do Lobo antes mesmo de ver o longa completo.

A preocupação real: testes internos apontaram reações mistas. Não ruins, mas também não entusiasmadas. Previsões apontam abertura “morna” nas bilheterias — o que, para um DCU tentando se reerguer, seria um problema.

O que esperar a partir de agora

Restam menos de quatro semanas para a estreia. A Warner precisa entregar uma campanha forte — spots de TV, entrevistas, presença em eventos. O filme será exibido em IMAX, o que sinaliza ambição real.

David Corenswet aparece como Clark Kent pelo menos em uma cena. O universo está sendo construído tijolo por tijolo, e essa conexão importa pra quem quer o DCU funcionando de verdade.

Opinião cafeinada ☕

Eu quero muito que esse filme preste. Muito mesmo.

A Kara de Tom King é o tipo de personagem que eu amo: complexa, difícil de encaixar, mais dura que o primo famoso, com camadas que a maioria dos roteiros de super-herói não tem coragem de explorar. Se o filme respeitar isso — a dureza, a solidão, a raiva justa — vai ser algo especial.

O que me preocupa é justamente o que preocupa a comunidade: visual irregular no trailer, vilão sem carisma, estreia tímida projetada. A Supergirl nunca foi tratada como prioridade no cinema. Esse é o primeiro filme que realmente quer levá-la a sério.

Vai do Gillespie conseguir equilibrar o interior da Kara com o espetáculo. Se conseguir? ☕☕☕☕☕. Se perder o fio? ☕☕☕ no máximo. Até 26 de junho a gente fica aqui na expectativa, bebendo café e torcendo pra DC não desperdiçar mais uma chance.

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